sábado, 28 de abril de 2012

Café no video

Vídeo produzido por alunos da Famecos. Participações especiais de Luis Antônio Gomes, Claudio Cunha e Moah Sousa.

http://www.youtube.com/watch?v=80p714K6BAA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fim do mundo é retratado em coletiva de arte na Ecarta



Conjecturas sobre as previsões de um suposto fim de mundo estão presentes em "Sobre Amanhã", com obras de Alex Sernambi, Jander Rama e Giancarlo Lorenci, com abertura nesta quinta-feira, 26, às 19h, na Ecarta (avenida João Pessoa, 943). Composta por gravuras, fotomontagens, instalação sonora e performance, a mostra reúne obras que se nutrem do imaginário fatalista coletivo de futuro. Com ar pop, a coletiva ganhou ambientação sonora e musical e imagens divertidas.

Visitação: até 3 de junho
Horários: de terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; e domingos, das 10h às 18h.


Imagem: Obra de Alex Sernambi na Ecarta
Crédito: Correio do Povo

sábado, 21 de abril de 2012

Quadrinhos em debate


Está rolando na capital gaúcha a 5ª FestiPoa Literária, evento dos mais bacanas que reuni autores, escritores, cartunistas, editores, críticos e pencas de pessoas das mais distintas procedências que gostam de produzir e ler livros, mirar traços, letras, aquarelas e sombras que ilustram a porcaria de vida vivida por boa parte da atual humanidade. Não é o meu caso. Sou da classe C brasileira e amigo do Wander Wildner, Wanderley Soares, Augusto Bier e do Luis Antônio Gomes. Por isso e talvez por causa de gostar de gibis de todos os colores, fui distintamente convidado para “mediar” um debate sobre o atual momento da produção da Histórias em Quadrinhos no Brasil. Na mesa e no verbo, Rafael Coutinho, mais o Sica e o Santo Santiago Neltair Abreu. Segunda, dia, 23, às 18h30, Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), no Mezanino, Rua dos Andradas, 736. Baita pedreira! Estão todos convidados.

 

programação do Festival:

terça-feira, 17 de abril de 2012

“O melhor prato é aquele que lhe dá prazer”

   
Conheci o Rodrigo Silva Medeiros tomando misturadinha de abacaxi no balcão do falecido boteco do Paulinho, no Viaduto da Borges da Medeiros, em Porto Alegre. É complicado saber das razões, ter em mente as exatas circunstâncias e os momentos cruciais nos quais se alavancam as grandes amizades. No caso do jovem Rodrigo, 37 anos, é canja de galinha, o cara fica amigo já de fachada. Tipo miojo, simpatia instantânea. Aquele jeitão de bonachão, postura de confiança e o olhar meio de paizão e também de fuzarqueiro logo conquistam a pacata e civilizada pessoa. Boa conversa e baita boa praça. Advogado, mas cozinheiro por paixão e de mão cheia. Certa feita nos apresentou a tal da Cazuela de Hachuras. Resumindo a receita, tratava-se duma fritada de miúdos de ovelha, na manteiga e nos secretos temperos ajuntados pelo rapaz. Foi lá no Bar do Bagé, na Rua Demétrio Ribeiro. Simplesmente de cinema. Só de lembrar das lascas de pão francês, usadas como talheres, raspando o tacho o vivente fica com água na boca e com as lombrigas bem assanhadas. Nascido em Santiago (do Boqueirão), a “Terra dos Poetas”, da Vera Guasso e do Caio Fernando Abreu, a cerca de 450 km de Porto Alegre, Rodrigo já andou pelo mundo da cosmopolita culinária paulistana, além de outras regionalidades das panelas brasileiras. Estudou alimentos, pesquisou aromas e sabores, conviveu e absorveu conhecimentos de chefs como Alex Atala, Claude Troigros, Francesco Carli, Bel Coelho e Luigi Tartari. Por um tempo, Rodrigo estagiou em São Paulo com a estrela da culinária suíça Cristophe Besse. Com estas credenciais na frigideira, Rodrigo acrescentou seu tempero e suas ideias de culinária e, assim, seguiu e segue prosperando no fogão e no cultivo das verdadeiras amizades. Atualmente, chefia o sofisticado República Garden Grill, em Rio Grande, a mais rica cidade do extremo sul do Brasil. Entre uma beliscada no assado e um tapa na taça de vinho, o chef santiaguense contestou gentilmente nossas perguntas enviadas por e-mail. Confira:

 
E como é que você foi ser envolver com a cozinha?
Cozinha é como um sacerdócio. Há um chamamento e a partir daí, tu dedica a vida ao ofício!
Quando se deu a fagulha?   
Bueno, comecei a cozinhar por ser o único dos 3 irmãos que não tinha preguiça, nos tempos de estudante morando fora da casa dos pais! Depois dos primeiros "arroz com linguiça", tu vês que pode ir além! Óbvio que tive influências de casa! Diferentemente da maioria dos lares, lá em casa o pai é um bravo cozinheiro e assador! Fiz um curso por hobby e acabei me envolvendo passionalmente com a dita cuja! Culpo também um empresário do ramo aí da capital. Um mentor! Não vou citar o nome, mas é o cara da gastronomia no Sul do país. É bom ter a capacidade de proporcionar prazer aos outros.
E você chegou a fazer algum estudo específico na culinária?
Fiz um curso em Porto Alegre, em 2004. Conciliava-o com a advocacia e quando terminei, vi que também havia acabado a paixão pelos "papélis", prazos, formalidades e demais delongas da área jurídica! Até tentei voltar a advogar, mas o calor lascivo da boca ardente dos fogões me trouxe de novo a realidade. Tive oportunidade de trabalhar com grandes chefs, renomados mundialmente, e, sem dúvida, essa foi a minha maior escola. Aliás, essa é a grande escola! A oportunidade de ver um mestre pilotando um fogão é ímpar, empolgante, estimulador. Estou sempre aberto aos aprendizados da profissão, sempre lendo, estagiando, estudando, testando, errando e, por fim, aprendendo!
Atribuem ao Jô Soares a frase de que o bom prato é o cheio. Como é que você define, ou quais os critérios para se avaliar uma boa e saudável refeição, por exemplo.
Tchê! Essa resposta tem o lado nutricional e o lado hedonista! Deixo o lado "A" pra quem é nutricionista, pois nem sempre caminham juntos com os hedonistas! Falando do lado "B", que creio ser mais interessante aos leitores do blog, eu coloco uma boa refeição como a que te dá prazer! Aquela em que utiliza todos os tentáculos sensoriais para desfrutar das transformações químicas e físicas que o cozinheiro, através da técnica, aplica aos bons produtos! Tem que haver amor e respeito pelos alimentos. Certa vez, vi no programa do Jô uma entrevista com o grande chef francês Alain Ducasse. Indagado sobre o que não gostava de comer, ele respondeu: "qualquer coisa mal feita! Pode ser um frango, mas se for mal feito, que dignidade teve esse ser vivo ao morrer? Morreu pra virar isso?" É o máximo, não?
Cozinheiros transitam entre molhos, caldos, assados, frituras, refogados e outras composições. Qual o vosso o ramo preferido quando pilotando o fogão?
Difícil responder... Mas, gosto de trabalhar com carnes, frutos do mar e me encantam os molhos!
Há quanto tempo em Rio Grande?
Moro aqui faz 2 anos. Vim por essas coisas de impulso, curiosidade e espírito de aventura. Claro, acompanhado, nessa loucura, pela minha esposa, que é duplamente colega: advogada e gastrônoma! Hoje, chefio o restaurante República Garden Grill, mas já tivemos trailer na praia, fizemos eventos, comida em casa, fornecemos tortinhas pra padaria, tudo o que se pode fazer no ramo! Ahhh, e muito demos com os burros n´água, literalmente!! Hahahahaha! 
Qual o cardápio da casa?
É uma parrilla ou casa de grelhados, como queiram! No verão ofereceu um cardápio especial só com frutos do mar! Estou trabalhando em um cardápio diferente para breve!
Um prato que não sai da sua cabeça?
O próximo!!!!!!

Site do República

domingo, 8 de abril de 2012

Artista do traço prefere as escuras

Os cartuns abaixo são do Francisco Juska Filho, ou simplesmente Juska, como os amigos o chamam e como ele assina suas charges, desenhos, ilustrações e histórias em quadrinhos. Trata-se duma fera do traço, nanquim e do riso. Já publicou livros e participou de diversos salões de desenho de humor, nacionais e internacionais, como o Salão Internacional de Humor de Piracicaba (SP) e de Tóquio (Japão), onde recebeu prêmios e mimos. Juska sempre bate o ponto aqui no Picanha, onde aprecia um Filé com fritas e saladas. Pra beber, sempre vai de bebidas escuras, como Coca-Cola e café preto.




sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa feliz


 
A direção do Cia da Picanha e funcionários desejam a todos, fornecedores, parceiros, amigos e clientes uma Páscoa feliz e solidária.



terça-feira, 3 de abril de 2012

Começa a Feira do Peixe

Foi inaugurada na manhã de terça-feira, 3, a 232ª Feira do Peixe de Porto Alegre, no Largo Glênio Peres. As 56 bancas esperam receber mais de 300 mil pessoas que devem passar pelo entorno do Mercado Público, no Centro da Capital gaúcha. As bancas abrem às 8h e só encerrarão as atividades no meio-dia da Sexta-Feira Santa. De acordo com o engenheiro agrônomo Cláudio Roberto Nilson, um dos organizadores da estrutura, a expectativa é superar a marca de 270 toneladas de peixes vendidas em 2011.

 Charge: Augusto Frank Bier

domingo, 1 de abril de 2012

Graça na Praça

Em ano eleitoral, a prefeitura de Porto Alegre está tocando a pleno vapor algumas obras no Centro Histórico da cidade.  Entre elas, a reforma da Praça Marquesa de Sévigné, vizinha aqui do Picanha, diagramada como um triângulo formada pelas ruas Desembargador André da Rocha, General Lima e Silva e Coronel Genuíno.

De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), as melhorias compreendem a recuperação da pavimentação interna em pedra portuguesa e da pavimentação externa, em basalto regular, além da colocação de quatro bancos, três lixeiras e instalação de rampas para acessibilidade. Ainda segundo a SMAM, os brinquedos infantis serão substituídos e recolocados em um novo recanto com grade de proteção, sem prejuízo à fonte, que foi restaurada em 2005. O histórico espaço público, cujo nome de “Praça Triângulo” nunca oficializado, foi ajardinado, pela primeira vez, em 1887.

O tempo passou e, no ano de 2010, a Praça foi imortalizada pelo ferino olhar observador do alegretense Fernando Uberti (na foto), publicitário, artista gráfico, ilustrador e quadrinista, que registrou em grafite e nanquim, o cotidiano de crianças, cachorros, bêbados, vendedores de pipoca, chaveiro e idosos, transportando todos os tipos que circulam pela área para o mundo do cartum. “Graça na praça” é o nome do livro do Uberti, publicado pela L&PM Editores, à disposição nas boas livrarias da cidade. Com sorte, os leitores poderão colher um autógrafo do autor, um vizinho da Praça e frequentador de carteirinha aqui da Cia da Picanha.