Existem mais de 600 variedades apenas no Brasil. De acordo com o
produtor Mário Moura, é preciso, no entanto, reconhecer cada uma para
não ter experiências ruins. Quanto mais vermelha for a pimenta, mais
ardida ela é. “A parte responsável pelo ardor é a placenta, aquela
branquinha em que ficam grudadas as sementes. Também ali se encontra a
capsaicina, elemento que determina a ardência e que é rico em
nutrientes”, diz Moura. Segundo
ele, as pimentas mais ardidas do mundo são a but jolóquia, da Índia, e a
red savina, do México. Sylvio Borges, produtor das pimentas Cornucopia,
explica que, a partir do exemplar mexicano, é possível fazer molhos que
a deixam mais agradável. “A boa pimenta é aquela que compõe o prato.
Ela não pode sobressair, queimando a boca”, considera. Borges tem
plantadas 150 variedades de 90 países. Ele conta que não cultiva
brasileiras, pois são as mais fracas. “Para se ter uma ideia, na escala
de ardência, o Brasil está em quinto lugar. Em primeiro, está a índia,
seguida do México, da Coreia e da Tailândia”, pontua.
Fonte: Rebeca Ramos_Correio Brasiliense

