quinta-feira, 21 de junho de 2012

Enchem os olhos e faz bem à saúde

Existem mais de 600 variedades apenas no Brasil. De acordo com o produtor Mário Moura, é preciso, no entanto, reconhecer cada uma para não ter experiências ruins. Quanto mais vermelha for a pimenta, mais ardida ela é. “A parte responsável pelo ardor é a placenta, aquela branquinha em que ficam grudadas as sementes. Também ali se encontra a capsaicina, elemento que determina a ardência e que é rico em nutrientes”, diz Moura. Segundo ele, as pimentas mais ardidas do mundo são a but jolóquia, da Índia, e a red savina, do México. Sylvio Borges, produtor das pimentas Cornucopia, explica que, a partir do exemplar mexicano, é possível fazer molhos que a deixam mais agradável. “A boa pimenta é aquela que compõe o prato. Ela não pode sobressair, queimando a boca”, considera. Borges tem plantadas 150 variedades de 90 países. Ele conta que não cultiva brasileiras, pois são as mais fracas. “Para se ter uma ideia, na escala de ardência, o Brasil está em quinto lugar. Em primeiro, está a índia, seguida do México, da Coreia e da Tailândia”, pontua.



Fonte: Rebeca Ramos_Correio Brasiliense